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Silvia de Jesus

Ícone da TI Brasileira, modelo para muitas mulheres.

Inovação, determinação, objetividade e realismo, são algumas das características mais marcantes da convidada especial, Silvia Nora Berno de Jesus, mais conhecida como Silvia de Jesus.

Muito simpática, extremamente simples, uma pessoa que é modelo e exemplo para muitas mulheres, não só da área da TI, por sua competência, sua carreira maravilhosa e, por fazer parte da história da TI e da web gaúcha.

Foi Vice-Presidente Executiva de Internet e Inovação da RBS até setembro de 2008, quando saiu do grupo para assumir um novo desafio, uma consultoria para uma empresa de São Paulo, “São quatorze operações, numa operação de turnaround que significa melhorar a empresa da produtividade, muito mais na área executiva.”, explica Silvia.


Graduada em Engenharia Química pela UFRGS e Administração de Empresas, Silvia entrou na faculdade quando ainda não existia a área de informática, fez parte da primeira turma que estudou programação aqui no Estado.

“Durante meu primeiro ano de engenharia, eles criaram as cadeiras de programação em Fortran, na UFRGS, e o curso de Engenharia Química, que era o meu, foi o primeiro curso selecionado para fazer a primeira cadeira de programação de computadores na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1972.”, Silvia conta com muita alegria, é a história das primeiras formações na área da TI.

Durante as férias, ela resolveu acelerar o curso fazendo uma cadeira de física, foi quando a PUC-RS lançou uma seleção para programador de computadores, em janeiro de 1973, “Fiz o curso de seleção e fui selecionada como programadora da PUC. Então, eu estudava na UFRGS e trabalhava como desenvolvedora, programadora de Fortran na PUC.”, ela narra o início de sua carreira.

“Assim que começou a minha carreira, a minha vida profissional, eu acho que bastante acidental, mas, obviamente, que eu adorei, daí pra frente nunca mais larguei.”, fala com alegria.

Silvia ficou um ano na PUC, a distância entre as duas universidades a fez procurar outra oportunidade, foi quando entrou na Gerdau, como programadora, “Depois de um ano, fiz outra seleção, eu era bem assim, inquieta digamos assim, naquela época. Foi a época que eu mais troquei de empresas, o GBOEX estava fazendo o seu CPD (Centro de Processamento de Dados).”, continua contando sobre sua trajetória.

Em 1975, atuava em uma empresa chamada Concel, Silvia fez parte da primeira equipe de desenvolvimento dos primeiros softwares do grupo GBOEX rodados em mainframe, um IBM S/360, “Eu fiquei sete, oito anos, fui programadora, analista de sistemas, coordenadora de equipe de projetos.”, diz, relembrando sua história.

No início da década de oitenta, foi contratada pelo grupo RBS, “Entrei direto como coordenadora, como gerente de sistemas e ai fiquei como gerente de sistemas, gerente de CPD, e fui crescendo, até ser diretora.”, fala com muita naturalidade.

Quando a RBS comprou a ADP, Silvia passou a ser Diretora da ADP da Região Sul, depois disso, Diretora de Ti e Telecomunicações da RBS, Diretora Coorporativa, “Foi quando surgiu a internet, o ano de 94, 95 nós já trabalhávamos com internet, a gente usava o IBASE, lá do Betinho, a ONG do Betinho para fazer conexão, a gente se conectava com o Rio de Janeiro, em dial-up... nós também fizemos parte, já como Zero Hora do projeto piloto da Embratel de informações e conteúdos na internet, isso era 95, entrou a Zero Hora e o Jornal do Brasil...”, narra com nostalgia.

“A Sandra Pecis foi responsável pelo conteúdo da Zero Hora, dentro do projeto piloto da Embratel. Em 95, em 96... eu já era Diretora de TI e de Telecomunicações do Grupo RBS e que se teve a idéia de fazer uma quarta mídia que era a internet.”, fala com emoção.

Rádio, jornal, TV e internet, Silvia propôs o projeto para o Nelson Sirotsky, Presidente do Grupo RBS e Walmor Bergesch, Diretor da Televisão, fizeram o projeto, na época a RBS tinha pouco conhecimento em internet, e Nicholas Negroponte, um dos fundadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology), veio fazer algumas palestras.

“O Nelson perguntou para o Negroponte, que se ele tivesse que investir em alguma coisa nesse momento no que ele investiria, isso era novembro de 95, e o Negroponte respondeu que ele botaria todo o dinheiro dele na internet, e ai foi a decisão final mesmo, onde decidimos que iríamos entrar com uma quarta mídia.”, conta entusiasmada.

Silvia fez a seleção e o Grupo RBS fez a compra do controle acionário da Nutec, de Marcelo Lacerda e Sérgio Preto. A empresa gaúcha já estava em São Paulo, marcando presença em dez cidades.

Em 96 começaram a planejar o ZAZ. “A Sandra Pecis era a coordenadora, a grande responsável da geração do conteúdo, nossa equipe era muito pequena, não eram mais do que oito pessoas.”, diz ela.

Ao mesmo tempo, ofereciam o provimento de acesso com a NutecNet, e em dezembro de 1996 foi o grande lançamento do ZAZ, “Em 97 nós juntamos as marcas, fundimos o NutecNet com o ZAZ, ficou só ZAZ como marca.”, foi quando começou a grande bolha da internet.

“Coincidiu a bolha da internet com a nossa oferta para uma proposta de aumento de capital, podia ser um terceiro, um banco, uma empresa estratégica, e foi ai então que a Telefônica comprou o controle do ZAZ, e em 99 viramos Terra.”, conta com seu sorriso contagiante.

Silvia passou a ser Presidente do Terra Brasil até 2001, e em 2002, foi promovida a Presidente do Terra América Latina e em 2005 voltou para o Grupo RBS, como Vice-Presidente de Internet e Inovação.

“Nesse novo projeto, com o Marcelo Lacerda e o Sérgio Preto, nos reunimos novamente pra fazer um projeto de sucesso. Agora na área de cabo, voltamos para infraestrutura, temos um ano de grandes desafios para crescimento.”, conclui com satisfação.

Dicas para chegar lá

“Eu considero, em primeiro lugar, que tem que levar muito à sério o trabalho, dar muita prioridade, eu fui uma pessoa que sempre dei muita prioridade para o trabalho... sempre viajei muito, fui à congressos, isso foi uma coisa interessante que me abriu muito os olhos.”, confessa.

Silvia sempre esteve presente na NAB (National Association of Broadcasters), na NCTA (National Cable & Telecommunications Association), e feiras e congressos de Software, “Participei do primeiro Internet World do mundo, em San Jose na California (EUA - 1996), éramos 300 pessoas; o segundo, que foi um ano depois, não pode ser feito em San Jose por causa do número de pessoas, ai fomos pra São Francisco.”, fala.

Ela também participou do primeiro congresso de internet do Brasil, realizado no Hotel Nacional, no Rio de Janeiro; considera importante estar próximo das coisas que estão acontecendo.

“É gostar do que faz. Gostar e apresentar o produto, ter uma visão ampla da empresa, não ficar restrito, se tu decidiste ser uma pessoa de negócios, tu tens que ter uma visão ampla, não adianta ficar restrito só na tecnologia.”, aconselha com a experiência vivenciada.

Para Silvia é fundamental saber exatamente qual sua prioridade, “A mulher sempre fica um pouco mais dividida, não é o meu caso, eu nunca fiquei nada dividida, eu sabia exatamente qual era a minha prioridade e sempre fui muito, muito focada, trabalhei muito. É difícil hoje em dia, mas a pessoa que quer, que gosta e que tem certa visão, vai crescendo.”, finaliza.

Sobre a presença da mulher no mercado de TI

Sempre trabalhou com equipes mistas, no início eram poucas mulheres, mas cita um exemplo muito interessante: “Eu fazia toda a coordenação do projeto de Eleições da RBS, num determinado ano, todos os gerentes responsáveis pelo projeto de eleição eram mulheres, todas, desde produção, conteúdo, sistemas, infraestrutura, eram todas mulheres.”.

Silvia considera boa, a presença da mulher na área da TI, nunca preponderante, mas importante; já na área empresarial, quando assumiu posições de diretoria e presidência de grandes empresas, a realidade é outra.

“Ai as mulheres escasseiam mesmo, há muito anos que eu sou única, que eu sou a única mulher... uma época eu era a única mulher na Diretoria da RBS, agora eu fazia parte do Comitê Executivo da RBS eu era a única mulher do comitê... hoje neste novo papel que eu estou assumindo, que é um papel de dar uma consultoria para levantar a empresa, é uma consultoria empresarial, ai eu sou a única mulher mesmo. Não tem nenhuma mulher.”.

Silvia não vê a mulher ocupando um papel especial na TI, “Se a mulher quer ter a mesma oportunidade que o homem, tem que se comportar da mesma forma, não precisa ser um homem, mas se ela quer ser diferente, ela não quer ser igual, então, ela não quer ter as mesmas oportunidades.".

Para ela, é uma competição, e não é por ser homem ou mulher que a competição mudará, “Quer ter as regalias de ser mulher, e quer ter as mesmas chances dos homens, não tem como, temos que ser sérias nisso.”, fala de forma gentil e simpática.

Silvia considera que há uma diferença entre a atuação da mulher e do homem, mesmo para a mesma profissão, analisa que a mulher é mais meticulosa, detalhista, observadora e objetiva, e que tem a tendência de entregar seu trabalho mais correto, com menos erros.

Ela observa que os homens são menos detalhistas e mais dispersivos, “É uma generalização, toda generalização é perigosa, então eu acho que como generalização serve. Obviamente tem mulheres extremamente dispersivas, assim como homens extremamente objetivos, mas em geral, eu diria que essa característica da mulher ser mais objetiva e focada, ajuda para conseguir alcançar o objetivo de um projeto. Isso que me parece, mas é genérico.”, conclui com tranquilidade.

Competência, sorte ou "QI"?

“Tu tens que estar no lugar certo na hora certa, isso também é uma dose de sorte... eu comecei o projeto do ZAZ, em 95, quem iria dizer que em 99 / 2000 nós iríamos ter uma bolha na internet? Em 95, ninguém apostava nisso.”, fala com entusiasmo.

Quando Silvia idealizou o projeto, tinha o objetivo de criar a quarta mídia para a RBS, e não o objetivo que foi alcançado, “Nós desenvolvemos um projeto e amadurecemos o projeto, no período para chegar à bolha da internet com o projeto pronto, houve a competência, a visão que tinha que entrar na internet, mas acertar no momento, exige sorte.”, comenta segura de suas palavras.

Silvia relata outras oportunidades que surgiram ao longo de sua trajetória, onde ela teve a visão, e aproveitou a “sorte de estar no lugar certo na hora certa” e completa, com muita sabedoria, “Estar no momento certo, com o conhecimento adequado e ter competência”.

“QI... eu não gosto de QI, nunca trabalhei com QI, sempre trabalhei com competência profissional.”, Silvia concorda com indicações por competência, ela mesma foi indicada mais de uma vez como boa profissional.

“O QI puro e simples, porque tu é amigo, tu é primo, tu é tio, este tipo de QI, acontece e não é duradouro, porque a pessoa a médio prazo tem que demonstrar alguma coisa, pode até entrar, mas depois que entrou, tem que fazer alguma coisa. Eu pessoalmente, sou muito contra o QI, eu sempre evitei muito, pegar pessoas com QI... minha primeira regra de seleção é a competência profissional.”, conclui enfaticamente.

Feminismo X Machismo

“Eu acho que eu já disse que não me afeta, não me afeta. Não sou nem machista nem feminista, eu acho que todos somos iguais, eu acredito muito nisso; pelo menos sempre acreditei e o que eu fiz, a minha carreira profissional, me mostra que pelo menos neste aspecto eu acho que eu estava certa comigo mesmo.”, fala com muita serenidade.

Preconceito, Remuneração Diferenciada e Assédio

Silvia nunca se sentiu discriminada, e não enfrentou dificuldades de crescimento na carreira profissional pelo fato de ser mulher.

“Segui uma carreira, programadora, analista, coordenadora de projetos, gerente de sistemas, gerente de CPD, diretora de sistemas diretora de TI, e presidente de empresa, eu não posso dizer nada contra.”, fala muito séria.

“Duas coisas eu sempre deixo assim muito claro, nunca sofri nenhum tipo de discriminação que eu tenha percebido, se eles fizeram também, não tiveram sucesso, eu não sei te dizer aonde, posso ter sofrido esse tipo de discriminação; e, em termos salariais, eu também acho que nunca fui discriminada posso até ter sido, também não sei.”, diz com um sorriso simpático e confiante.

Silvia observa que as mulheres sempre tiveram as mesmas oportunidades que os homens, algumas aproveitam, outras não. Da mesma forma, os homens: alguns têm sucesso, outros não, “As mulheres que trabalharam comigo, tiveram a oportunidade que sempre quiseram.”, conclui.

Sobre assédio, Silvia nunca presenciou nada, mas acredita que quanto menos especialização as pessoas possuem, mais provável de acontecer, “Eu acho que o assédio é maior, estou dizendo acho, porque eu comprovadamente não vi nunca nada claro, acho até que existe assédio dos dois lados. A questão da atração nos ambientes profissionais, são cases de estudo.”, conclui serena.

Vida profissional X Vida Pessoal

“Olha, vai depender do teu marido, dos teus filhos e da tua infra-estrutura pessoal, eu nunca tive nenhum problema, meu marido também é da área de TI, foi Gerente de Sistemas.”, Silvia cita a empresa onde o marido trabalhou por muitos anos, mais de vinte e sete. Por questões de respeito e privacidade, não citarei nomes.

Silvia é casada há trinta e dois anos e os dois sempre se apoiaram, “Nós dois sempre nos compreendemos bem mutuamente, a profissão, que é uma profissão que exige muito, exige demais, então nós esperamos muitos anos para ter filhos, quinze anos.”, conta reflexiva.

Silvia é a legítima “Mãe Coruja”, fala em seu filho com amor e orgulho, seus olhos brilham. Resolveram ter filhos quando já tinha uma boa infraestrutura, “Minha Mãe me apoiava, eu tinha uma moça que até hoje trabalha comigo.”, começa a contar um pouco sobre sua vida pessoal.

A moça que trabalha há anos com Silvia, está se formando em Secretariado, fez curso superior, “Ela é uma administradora que me ajuda, dentro de casa; certamente o apoio dela é fundamental, sem ela eu teria tido muita dificuldade.”, diz com carinho.

“E o apoio do meu marido também, nós sempre dividimos muito tudo, as tarefas, responsabilidades. Então eu acho que se tu tens um ambiente aberto e democrático... saber conciliar e possuir uma boa infraestrutura... senão é difícil.”, conclui sorrindo.

Silvia sempre trabalhou muitas horas por dia, atualmente passa parte da semana em São José dos Campos, em São Paulo, na sede da empresa que presta consultoria. “Até para aproveitar bem o tempo que estou lá, três ou quatro dias por semana, sempre trabalhei muito, muitas horas... agora é uma fase muito intensa, que estamos começando, então, trabalho muito.”, conta com prazer.

“Principalmente quando tu estás fora também, o que tu vais fazer? A pessoa fica um pouco perdida, eu sempre viajei muito... quando eu era presidente da America Latina eu não ficava nenhuma semana em Porto Alegre nem em São Paulo; era uma na Espanha outra nos Estados Unidos outra na Colômbia ou no México, então, tu trabalhas muito. Eu sempre trabalhei desde o inicio, trabalhei muitas horas.”, fala com orgulho.

Silvia admite que já foi viciada em trabalho, muito pelo foco, ela não gosta de ver as coisas com problemas, “Hoje em dia eu sou mais comedida, já fui muito mais, já cheguei numa fase da minha vida profissional e pessoal que eu já posso começar a ter outras prioridades. Apesar que eu adoro trabalhar, não é só porque eu preciso, mas eu gosto de fazer o que eu faço.”, conclui com um sorriso imenso de quem realmente trabalha intensamente, por puro prazer.

Silvia se sente completamente realizada profissionalmente, “Ah eu me sinto! Fiz tudo que me propus, e obtive assim, muito sucesso pessoal que eu, que as pessoas, mesmo os presidentes espanhóis da Telefônica, tiveram um reconhecimento enorme por meu trabalho. E os espanhóis, também isso eu tive sorte, são super flexíveis, se tu pega talvez outro tipo de cultura, que tenha mais restrição feminina, mas os europeus são extremamente abertos, os espanhóis são especiais, eu me dei super bem com eles, eu os acho ótimos.”, riu com alegria.

Para relaxar, Silvia adora internet, plantar algumas flores, cuidar de sua horta e ler. Sua verdadeira paixão é o tênis. Na verdade, ela tem pouco tempo para isso e aproveita ao máximo esses momentos.

Realizações e Desafios

“Pra mim o maior deles é o ZAZ... É O ZAZ! O ZAZ. Não tem coisa mais bacana, quem participou desse projeto nunca vai esquecer na vida! A Andrea Zilio, a Sandra, eu, não tem ninguém que esqueça do ZAZ, pra mim o ZAZ, foi o mais bonito produto e acho que foi uma coisa que nós idealizamos, eu a Sandra me ajudou bastante também, e foi o que nós conseguimos, sonhamos, planejamos, e realizamos com sucesso, então é um espetáculo.”, Silvia fala com tanta emoção, que me contagiou completamente.

“Eu gosto muito também do hagah, mas nada ganha do ZAZ. Fiz o hagah que eu adoro, sou apaixonada pelo hagah, ele é demais, tu não acha?”, pergunta ela sorridente.

O maior sonho de Silvia atualmente é ver o sucesso de seu filho, “Ele tem 16 anos, botamos muita expectativa, isso é ruim, porque a expectativa demais em cima dos filhos, também não é boa para os filhos. Eu gostaria muito que o meu filho fizesse o que gostasse, ele vai fazer vestibular agora esse ano... e que ele tivesse sucesso.”, diz com esperança de Mãe.

“Meu filho é um grande projeto maravilhoso. Esse é único. É muito melhor que o ZAZ.” e deu um belo e enorme sorriso de realização.

Para Silvia, seu maior desafio foi o projeto eleições, da RBS. Ela fala com carinho em vários desafios vencidos ao longo de sua carreira, os sistemas do GBOEX, o ZAZ, o Terra, o hagah, “Que infelizmente eu não completei, porque sai antes... e o que ele cresce; fizeram três anos agora, em um ou dois anos vai ser um sucesso absoluto, se continuarem com ele como ele é.”, diz sorrindo.

Silvia conta uma história muito comovente sobre o projeto da primeira eleição direta para a Presidência do Brasil. A Globo estava divulgando os candidatos que iriam para o segundo turno, diretamente de Porto Alegre os resultados parciais, apurados pela equipe da RBS.

Quando estava óbvio quem certamente iria para o segundo turno e os resultados dos dois candidatos que disputavam a segunda vaga, se aproximaram demais, a Globo suspendeu a divulgação.

Silvia fala com emoção: “Era um andar de pessoas chorando no meio da RBS, porque nós trabalhamos durante três meses, dia e noite, e fazia quatro dias que a gente não saia, nem para dormir, de dentro da RBS, fazendo a apuração.”.

No final, a Globo permitiu que uma pessoa da RBS fosse divulgar, no Jornal Nacional, o resultado obtido, “Ai o nosso Diretor de Sistemas foi lá e disse que o segundo candidato que iria para o segundo turno era... e a Globo disse: na apuração da RBS, estão anunciando que é o...”.

Quando confirmou que foi o candidato previsto pela RBS foi uma comoção geral, ”Foi um momento emocionante, a equipe de eleições é sempre muito unida, porque é muito trabalho. Foi um momento impressionante, a emoção foi demais, é indescritível o que foi a emoção daquele momento.”, Silvia conclui sorrindo, emocionada.

Planos e Perspectivas para o Futuro

“Esse projeto que eu estou agora, é um projeto que eu quero que tenha sucesso absoluto. Eu acho que vai ter, é um projeto de médio prazo, que deve levar vários anos e se ouvirá falar muito dele.”, diz sorrindo.

Silvia conta que o projeto está em crescimento, ainda não totalmente implantado, prevê que será seu grande projeto de “final de carreira”; pretende depois que encerrá-lo, ficar apenas com sua vida pessoal.

Mensagem para os leitores

“A mensagem principal é a questão das expectativas, que cada uma nós temos. Cada um de nós tem que ter uma expectativa e tentar atingir um objetivo e pensar nisso; como atingir, ser realista. Também não colocar teu objetivo totalmente inalcançável, que ai, tu só vais viver com stress e com insatisfação.”, aconselha.

“Fazer um objetivo que tu sabes que tu possas alcançar num determinado prazo; e ir em busca dele, com objetividade e foco, isso que eu acho que é o principal. Sem esquecer o lado pessoal que não é a minha especialidade...”, completa sorrindo.

Silvia está coberta de razão, de nada adianta um objetivo inatingível, cada um tem suas limitações, é importante conhecê-las para definir bem cada passo de sua vida.

Quem sabe vamos seguir os conselhos de Silvia? Que é um dos maiores ícones da TI gaúcha, uma das mulheres mais importantes do Brasil, e modelo para muitas pessoas, não apenas para as mulheres; homens a admiram e seguem seus passos.

Algumas Fotos

ZAZ hagah Terra Equipe ZAZ. Roadshow IPO Terra. Encontro Executivos Terra. Silvia de Jesus. NutecNet

 



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