|
Jaqueline Kühn
Coragem de viver em outro País.
Equilíbrio, ousadia, coragem, desafios a serem vencidos e bom humor, são algumas das características de Jaqueline Sefrin Kühn, que vive a experiência de morar na Itália e é Senior Partner da Spinnaker Consulting Group GmbH.
Jaqueline fez sua Pós-Graduação em Sistemas de Informação, na Unisinos, em São Leopoldo e Academia SAP AFS (Apparel and Footwear Solution) na SAP em Boston, USA. “Essa foi a formação determinante para a minha carreira. Naturalmente que com o dinamismo da área, participei de muitos cursos, seminários, eventos sempre que possível, e as vezes fazendo coisas no ‘limiar do impossível’ para aprender, saber, ter a oportunidade de perguntar, concluir, divulgar!”, comenta.
Jaqueline conta com alegria sobre sua opção pela TI: “Ao escolher a universidade que iria cursar, um dos fatores muito importantes era a oportunidade de estudo constante, pesquisa, mudança e evolução da área. Queria dedicar grande parte da minha vida criando, inventando, oferecendo alternativas. Escolha certa! Nesta área não tem espaço para a monotonia!”.
|
|
Ela atua na área da tecnologia desde 1981, quando ainda estava cursando a faculdade, e confessa que não consegue encontrar atividade mais interessante.
Começou com programação, depois foi analista de sistemas, trabalhou com implementação, gestão de equipes de TI, então “A nossa vida é cheinha de momentos maravilhosos!”, começa seu relato maravilhoso.
Jaqueline trabalhava como responsável pela equipe de TI de uma empresa do Vale dos Sinos, costumava sair às 18h06min e não gostava da idéia de desperdiçar energia, começou a trabalhar como freelancer em uma empresa das 18h30min às 20h30min.
“Encontrei muita sintonia, meu trabalho foi muito bem aceito. Um dia, o Diretor desta empresa veio conversar comigo e me mostrou uma estrada interessante, de risco, mas que com muito esforço e competência poderia ser percorrida. Aceitei o desafio!”, conta empolgada.
Jaqueline abriu sua própria empresa, começou com apenas dois clientes, as duas empresas que atuava na época, uma como freelancer e outra como Coordenadora de TI, “A empresa cresceu, desenvolvemos um sistema de gestão para empresas de calçados. Participávamos em debates e definições estratégicas em conjunto com o Centro Tecnológico do Couro e Calçado de Novo Hamburgo. Aprendi muito do business. Fizemos um trabalho muito bom mesmo.”, narra feliz.
Ela conta que nesta época ocorreu outro marco em sua vida: SAP, “A primeira versão do AFS foi lançada. Um amigo na ocasião pediu que eu mandasse um currículo para uma empresa alemã de consultoria, que estava se estabelecendo no Brasil, e procurava profissionais espertos na área de calçados e confecções. Num primeiro momento, a resposta foi não! Não categórico!”, ela disse ao seu amigo que não tinha mais idade para mandar currículo e por sorte, ele era um amigo de verdade e não desistiu.
“Acabei fazendo a entrevista com esta empresa, e, depois de um curso nos Estados Unidos para entender esta solução para a indústria da moda, o AFS, que a SAP estava oferecendo, logo comecei com um projeto AFS na Itália.”, diz.
“Soluções que havíamos encontrado no Vale dos Sinos foram incorporadas na solução AFS, trouxe todo o meu conhecimento do business que é fundamental para uma boa solução. O projeto na Itália foi maravilhoso, tudo! Colegas, empresa, cidade... A mudança, o reflexo de tudo isto na nossa vida familiar, que, não poderia tomar outra estrada: decidi mudar para a Itália.”, conclui.
“Devo buscar oportunidade de negócio para a empresa. Falar com pessoas de todo o mundo, ter a informação antes mesmo que ela aconteça, e, fazer acontecer! Quando um novo projeto acontece, então preciso gerenciar a dinâmica do projeto. Selecionar o time de projeto, local, condições, tempo. Definir objetivos e promover recursos para atingir os objetivos. Estar em sintonia com o Cliente, e, estar sempre pronta para aprender.”, conta sobre seu trabalho.
Dicas para chegar lá
Jaqueline diz o seguinte:
“Gostaria de responder esta pergunta com um pronunciamento do ‘Deus Indu – Indra, protetor dos viajantes’:
A felicidade não existe para quem não viaja,
permanecendo na sociedade dos homens,
até os melhores se perdem.
Coloca-te em viagem!
Os pés do viajante se transformam em flores,
A sua alma cresce e dá frutos
E os seus vícios são lavados do cansaço do viajante.
A sorte de quem esta imóvel não se move,
dorme enquanto ele esta dormindo
e se levanta quando ele se acorda.
Entao, vai, viaja!”.
“Não podemos nos acomodar e deixar que os vícios se acumulem e ocupem todos os espaços da nossa escrivaninha, já nossa de décadas! Precisamos estar alertas e buscar novas oportunidades, oferecer nosso conhecimento para quem precisa muito dele, e, podes acreditar, tem muita gente ávida pela tua ajuda!”, aconselha com sabedoria.
A experiência de morar fora do Brasil
Jaqueline nasceu em Erechim, no Rio Grande do Sul, a cidade do seu coração, “Maravilhosa sempre. Onde aprendi amar minha família, minha escola, minha cidade, meu Estado e meu País.”, fala com carinho.
Há dez anos mora em Peschiera del Garda, uma cidadezinha pequena, com seis mil habitantes perto de Verona na Itália.
O que a motivou a morar fora do Brasil: “Vontade de crescer, viajar, ‘plantar flores e perder vícios’! Divulgar o nosso conhecimento (gaúcho/brasileiro) no mundo.”.
Sobre a experiência de “viver” outra cultura ela nos conta o seguinte: “Um desafio a cada dia. Às vezes me sinto como se fosse um bebê aprendendo os primeiros passos. Imagine que tudo, absolutamente tudo é diferente. Para ter água, luz e gás em casa precisei fazer mágica! Documentos, escritórios, horários, protocolos, sequências... tudo diferente do Brasil! Porém, como corria o risco de ficar sem meu bom banhinho brasileiro, tratei de aprender rapidinho!”, conta bem humorada.
“Tenho como princípio que, com respeito e bom senso, podemos estar em qualquer lugar, assim a reação das pessoas ‘via de regra’ é equivalente.”, fala com experiência.
“Viver na Itália, como dizem os italianos, é viver em um museu a céu aberto e isto me traz muita energia. Moramos ao lado de uma igreja que foi construida em 1510. Idade do Brasil, e... aqui, ao lado de casa. A dimensão muda! Os valores são outros.”, conta emocionada.
Ela participa da Connecting Managers que é a primeira Business Community da Europa com o objetivo de colocar em contato Managers de diversas empresas. “Há um ano participo da Connecting Managers, para entrar fui indicada por um membro da sociedade. Temos reuniões periódicas onde discutimos os objetivos das empresas, investimentos, direção. As mulheres aqui são em minoria, apesar de não haver alguma discriminação. A Connecting Manager esta aberta a Diretores de empresas.”, fala sobre outras atividades paralelas.
Sobre a presença da mulher no mercado de TI
“Se falarmos daqui, Europa, e, especialmente Itália, temos que considerar o fator determinante que é a família. Aqui mesmo as mulheres jovens que estão ingressando no mercado de trabalho, sabem que ‘se tudo der certo’ a carreira profissional será curta. A conclusão da faculdade ocorre quando elas têm mais ou menos 27/28 anos. Ai, casam, e depois de poucos anos tem um filho. Com a primeira gravidez normalmente a mulher para de trabalhar, e ai, adeus carreira!”, conta sobre os costumes do País onde vive.
“Dificilmente a mulher pode continuar trabalhar e posso dizer que mesmo que continue, nunca no mesmo ritmo. Mesmo porque a oferta de maternais, escolas tempo-integral, ou babysitters, não é suficiente. Normalmente nos projetos que trabalhei até agora aqui na Europa o percentual é de 80% homens e 20% mulheres. Dificilmente a mulher com um cargo importante.”, conta.
“Acredito que a mulher tem um dom natural de gerente. Quando unido a esse, colocamos o conhecimento em TI, então fica perfeito! O que precisa para isto acontecer? Que a mulher acredite e mostre que é capaz!”, diz Jaqueline com convicção.
“Temos esta força de ‘Leoa’ dentro de nós que transmite ao nosso grupo uma sensação ótima, de proteção, conforto, segurança e confiança. Fundamental para o sucesso de um projeto de TI.”, completa com sabedoria.
Competência, sorte ou "QI"?
“Competência certamente! Mas acredito muito no que escreveu um jornalista Italiano, Tiziano Terzani: ‘Os Milagres? Certo que existem, mas tenho certeza que cada um deve ser o artesão do seu próprio milagre.’ Então, não precisamos nos lamentar por não estarmos em uma posição desejada. Precisamos construir a estrada até lá e por que não criar a posição se for necessário!”, fala enfaticamente.
Feminismo X Machismo
Com muita sinceridade ela diz, “Não tenho tempo para isso! Já fui para lugares onde mulher não entra ou então onde, pior que isso, quando o marido morre a mulher é queimada com as chamas da incineração do marido. Não é assim que quero viver (nem morrer). Respeito a cultura deles, tem as suas razões. Mas eu quero estar bem longe destes lugares!”.
Preconceito, Remuneração Diferenciada e Assédio
Jaqueline acredita que o preconceito está diminuindo cada vez mais, tendendo a zero: “Há um tempo as pessoas podiam se ‘esconder’ atrás do ‘preconceito’, mas agora chegou o tempo que isto não cola mais! O verdadeiro valor no trabalho é o ‘conceito’ que cada um pode transmitir quanto à competência e profissionalismo.”.
Nunca sofreu discriminação por ser mulher, mas ocorreu um fato muito interessante e que lhe resultou grande aprendizado:
Fui chamada para uma ‘escalation’ pela SAP. (Um consultor é chamado para uma escalation quando a empresa, no caso a SAP, não sabe como resolver alguns problemas em um projeto.) Bem, fui com minha malinha básica de consultor, esperando naturalmente dias de muito trabalho, e para isso precisamos absolutamente da colaboração do cliente. Chegando à empresa, em Mumbai na Índia, me apresentaram a lista de “Open Points” que eu deveria dar conta de resolver. Li, re-li e perguntei quem da parte do cliente trabalharia comigo.
Silêncio!
Silêncio fúnebre na sala...
Meu Deus, - pensei... o que falei de errado???
Ai, me voltei para meu colega indiano, e expliquei que precisaria de algum do cliente para me acompanhar na solução dos pontos em aberto.
Meu colega repetiu com as minhas palavras a pergunta, e... pasme, a pessoa responsável pela área disse que me acompanharia e me daria todas as informações necessárias.
(mil pontos de interrogação apareceram na minha mente naquele momento!)
Formulei a primeira pergunta a esta pessoa do cliente.
Silêncio novamente....
Quando então meu colega indiano repetiu a pergunta, ali estava a resposta imediata!
O cliente não falava diretamente com mulheres!
Foi divertido!
Depois fazia brincadeiras com isso.
Dava as respostas a eles, mas eles não podiam fazer comentários. Ah, muito legal!
A maior foi quando levei chocolatinho italianos, sabes os “Baci” ofereci e eles não pegaram. Então, gentilmente pedi que meu colega oferecesse a eles e eles se deliciaram. Eu também! ‘Viajando e aprendendo!’.
Jaqueline não acredita em remuneração diferenciada entre homens e mulheres, para ela o que conta é a competência.
“Assédio? Sim. Muitos anos atrás. Sabes, o único sentimento que tive foi de pena da pessoa que provocou minha saída daquela empresa por não ter correspondido ao seu assédio. Cada um cria a energia que quer em torno a si. Eu acreditei nos meus princípios, respeito e minha moral.”, fala com tranquilidade e serenidade.
Vida profissional X Vida Pessoal
“Prefiro dizer que conciliar a rotina da vida profissional com a vida pessoal é’ um bom exercício de lógica. Como adoro estes desafios, me divirto e faço o melhor com os recursos do momento.”, diz bem humorada.
“Em todos os setores da minha vida busco sempre o equilíbrio. Palavra chave sempre!”, fala muito centrada.
“Moramos na Itália, minha filha Helena, hoje com 16 anos e eu. Normalmente os projetos onde tenho que trabalhar são em outros países. Desde que viemos para cá, morar na Itália, sempre tive uma pessoa para fazer companhia para a Helena, enquanto estava fora em projetos. Há um ano porém, a Helena pediu a sua ‘alforria das babysitters ‘ . Porque, no final das contas, ela que tinha que cuidar da sua babysitters e não o contrário.”, conta bem humorada um pouco sobre sua vida pessoal.
“Claro que acontecem emergências, uma vez precisei sair voando de um projeto na França porque a Helena estava se sentindo mal. Não espero um minuto! Nessa situação, por exemplo, em três horas estava em casa.”, fala decidida.
“Tenho muito cuidado no momento de contratar com um cliente. Procuro acordar o maior numero de dias possíveis de trabalho remoto, isto é, trabalho para o projeto, mas em casa. Funciona! Aqui na Europa funciona muito bem. Os clientes gostam desta solução porque não perdemos tempo em deslocamento, trabalhamos normalmente mais do que quando estamos ‘on site’ e a concentração é maior.”, conta como funciona a cultura européia.
Com este tipo de contrato e considerando que seu meu trabalho não é somente em projetos, Jaqueline pode administrar seu tempo de forma que possa estar em casa, “com meu chimarraozinho (como agora) e estar pertinho da minha filhota.”, diz feliz com sua forma de trabalho.
Jaqueline já “deu muito duro”, dependendo do momento trabalha muito: “Teve um período que foi massacrante! Começava à seis da manhã a trabalhar com o pessoal da Ásia, as nove os madrugadores da Europa entravam em ação e para lá pela meia-noite com meus colegas brasileiros. Mas esta fase passou. Disse que procuro sempre o equilíbrio; pois é, e nesta situação, ele esta bem longe!”.
Jaqueline adora cuidar de sua casa, do jardim, fazer geléias, tortas, comidinhas diferentes. Receber amigos. Estudar com sua filha, ler, ir ao cinema, teatro, museus. Fazer exercícios de Pilates, caminhar na beira do lago. “Então, exagerar no trabalho me deixa longe destes prazeres. Procuro me policiar, e não passar das oito horas diárias.”, fala decidida.
Não é viciada em trabalho e faz um apelo bem humorado: “Se alguém achar que eu estou ficando, por favor, me avise!”.
Jaqueline se sente realizada profissionalmente, “Gosto muito do que faço, e só faço porque gosto muito, e também porque sei que tem uma oportunidade de fazer algo a mais, dar mais um passo.”.
Ela adora viajar, “Acredito que não existe forma de investimento melhor que esta. Este nosso mundo é maravilhoso, e aprendemos tanto viajando, que quando posso, organizo com minha filha uma viagem. Não importa de quanto tempo ou distância. Viajamos muito.”, diz com satisfação.
Além do Pilates, ela faz muitas caminhadas e anda de bicicleta: “No inverno vamos esquiar, os Alpes ficam a menos de uma hora da nossa casa, e no verão procuro superar o medo terrível de água que tenho nadando no mar, não em piscina.”
Realizações e Desafios
“Meu maior sonho era ter uma filha, mas mais do que filha uma amiga e companheira. Perfeitamente realizado! A Helena é tudo de bom. Amo minha filha, temos uma afinidade incrível. Ela tem uma personalidade maravilhosa e consegui transmitir a ela o valor de uma vida no mundo da verdade! Existe somente uma condição de enfrentar as dificuldades e vencer, vivendo a verdade.”, diz com emoção.
“O segundo maior sonho, que justifica todo meu percurso ate aqui, era aquele de ‘Voltar às minhas origens’. Bom, sei que preciso explicar! Disse que nasci em Erechim, moro na Itália e estou dizendo que realizei o sonho de voltar às origens... parece incongruente não?”, diz em tom misterioso.
Mas para quem acredita que tudo na vida é possível, até o impossível se torna possível, assim foi o que aconteceu com Jaqueline, ela nos conta de forma muito interessante a história da volta às suas origens:
Lembro que quando havia oito anos perguntei aos meus pais quando voltaríamos ao nosso País. Eles naturalmente não entenderam. Eu repeti a pergunta. Queria saber quando voltariamos ao nosso País, porque o Brasil não era no nosso lugar, estávamos ali só de passagem. (sorte que eles não me internaram naquele momento... corri um grande risco...) Meu pai, muito paciente me explicou que eu tinha nascido ali, que ele e minha mãe também tinham nascido ali, que toda nossa família estava no Brasil, portanto o Brasil era o nosso País. Mas eu não me conformava. Dizia a meu pai que nosso lugar era na Europa, afinal nosso avós tinha vindo da Europa.
Vi que com meus pais não teriam muita chance.
Quando terminei o primeiro grau, uma nossa amiga que morava em Viena estava de passagem pela nossa casa, em Erechim, e perguntou aos meus pais se permitiriam que eu fosse com ela morar em Viena.
Nada! Negado.
Fiz o segundo grau em Erechim, e então vi que crescendo poderia tomar algumas decisões para me aproximar da Europa. Estudava com muita dedicação o inglês.
Terminado o segundo grau, esta mesma amiga de Viena, novamente em Erechim perguntou se eu não gostaria de passar um ano com ela estudando o alemão. Não preciso dizer que estava com o ‘pé que era um leque’ para acompanhá-la. Porém, mais uma vez.... meu pais não permitiram.
Foi o momento de decidir a faculdade a seguir. Pensei, bem... Inglês e informática, posso trabalhar em qualquer lugar do mundo, isto é, posso ‘voltar’ para a Europa.
Durante a universidade, conheci um rapaz, descendente de alemães, cujo sonho era morar na Alemanha. Adivinha! Feito! Afinidade perfeita, o relacionamento se estreitou, e o meu sonho ficava cada vez mais próximo da realização. Pecado que em um determinado momento, ele mudou de idéia. Já estávamos casados, com empresa estabelecida, e se tornava cada vez mais difícil deixar tudo para mudar para a Europa.
Chegou a nossa filhinha maravilhosa, e então foi a minha vez de ‘guardar meu sonho em uma caixinha’ como dizem os italianos. Naquele momento pensei que não seria nesta vida que eu voltaria para a Europa...
Me alegrava somente porque dizem que quando a gente morre tem sete dias para ir onde a gente quer. Pensava: vou passar os sete dias ‘morando’ na Europa, sem dormir para não perder tempo; ah vou!
Com o ‘sonho na caixinha’, continuei minha vida, feliz com minha filhota e meu trabalho, afinal, o primeiro sonho era imensamente maior do que qualquer outro que pudesse existir.
Mas a vida tinha reservado uma surpresa. Foi quando aceitei o grande desafio de fazer meu currículo e mandar para a empresa alemã, aquela solicitação do meu amigo que comentei anteriormente, e fui mandada para um projeto na Itália que a ‘caixinha’ se abriu e vi que o sonho poderia sim ser realizado!
Arregacei as mangas e voltei à luta para a realização deste sonho.
Tudo valeu à pena!
Minha filha foi minha cúmplice em todos os momentos.
Batalhas duríssimas.
Hoje estou aqui, com a sensação de ter ‘voltado ao meu País’!
Sem dúvida a história de Jaqueline é muito bonita e inspiradora, ela conta com bom humor sobre seu sonho ainda não realizado: “Preciso fazer uma viagem em um balão, e não quero usar os sete dias após a morte... acho que não vou poder transmitir minhas emoções aos meus amigos.”.
Outro grande sonho é restaurar uma casa antiga, “com vista para o mar e ter no jardim da casa minhas tapeçarias bem coloridas, penduradas, balançando ao vento. Mandarei fotos! Aguarde!”, conta alegremente.
Para Jaqueline o desafio que mais chama sua atenção é o relacionamento humano: “Entender o melhor modo de comunicar e fazer o que alegre a pessoa sem que ela peça.”.
Para ela o fundamental é o equilíbrio, realizações profissionais e pessoais estão muito ligadas “Precisamos ter o nosso coração em paz para realizar um bom trabalho e precisamos realizar um bom trabalho para voltar para casa com o coração em paz.”, comenta.
Planos e Perspectivas para o Futuro
“No âmbito profissional, estou me dedicando para abrir uma filial da nossa empresa na Itália e depois no Brasil. Acredito no nosso serviço e sei que as empresas receberão bem esse tipo de atividade.”, confessa com firmeza.
“No âmbito pessoal, dar o suporte necessário à minha filha, e estar em silêncio o suficiente para ouvir o momento certo para agir buscando a realização dos meus sonhos.”, fala com carinho.
Mensagem para os leitores
“Busque sempre o equilíbrio! Independentemente do argumento. Respeite! Os mais velhos, mas não somente eles. Os seres humanos, mas não somente eles. Envolva o teu conceito de mundo com a palavra RESPEITO. Use o teu bom senso! Este é o teu bilhete para qualquer destino que tu escolheres. Sonhe! Sonhe alto e lute pela realização do teu sonho. De espaço para o silêncio e escute sua voz, sua música. As mensagens contidas no silêncio são infinitamente sábias!”, aconselha com sobriedade.
Jaqueline nos deixa uma mensagem muito profunda, que nos leva a reflexão, sua história é uma lição de vida para todos.
Ter a coragem de ir à busca de realizar seus sonhos é, sem dúvida, admirável e encorajador.
Quem sabe não aproveitamos as dicas que ela nos deixa e vamos à luta?!
Algumas Fotos
|
|
|